sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Viva o amor!

Eu precisava compartilhar o texto do Jabor abaixo, primeiramente porque gosto muito da forma escrachada como ele escreve, e porque reflete muito o que a vida me ensinou e verdadeiramente acredito! Pode não ser nada romântico, mas é a vida como ela é, as vezes nem sempre como nos romances, e nas novelas..mas Muito, Muito bela!!!!
O amor é algo mais real do que imaginamos, nos coloca mais pé no chão do que nos tira dele, como diz o texto é pra somar e não se completar ninguém, pois deveríamos todos um dia descobrir que somos completos, que temos tudo que precisamos para ser feliz! que geralmente nossos maiores adversários na vida e no amor somos nós mesmos! A questão é que compartilhar tudo o que somos e podemos ser com alguém nos faz muito feliz.
Existe sim uma diferença muito grande entre encontrar alguém que complete você ou que complemente você. Muitos anos da minha vida passei procurando a primeira opção, e sinto dizer que me frustrei muitas vezes! Até que me apaixonei por alguém, que fui conhecendo aos poucos, descobrindo quem ela era, o que ela mais gostava de fazer, seus medos, suas alegrias, suas fraquezas e fortalezas..me apaixonei por mim mesma, percebi que sou sim este ser completo que tenho muito prazer na minha companhia, deixei de ter necessidade de ter alguém, passei a cuidar mais do meu jardim, como diria Drummond e as borboletas vieram..e conheci uma especialmente que me complementava. Ela não tinha o mix de todas as borboletas que já visitaram o meu jardim, mas tinha aquilo que eu acreditava que era importante para me ajudar a ser alguém melhor.
E é isso, meu amor me instiga todos os dias a ser mais paciente, mais tolerante, mais caridosa, mais compreensiva, mais participativa, me tira do meu próprio umbigo. E o melhor de tudo, ele me mostra todos os dias, que posso ser e fazer tudo isso sem perder a minha essência, sem anular este ser completo que sou. Ele não ofusca em nada a luz que existe em mim, pelo contrário, continuo tendo a liberdade que sempre tive de mostra-la.
Pode não ser infinito, mas que seja eterno enquanto dure! Carpem Dien! Viva o amor!!!
grande Beijo!
R.G

Texto do Arnaldo Jabor

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...' - 'Nossa,quanto tempo?' - 'Cinco
anos...Mas não deu certo...acabou'
- É? não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você
mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais
básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão
bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se
a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,
seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem to
d
o sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Capacidade de observar: conexão ou desconexão?

Às vezes me impressiono com a minha capacidade de observação. É até de certa forma paradoxo, pois dizem que quem fala muito, pouco escuta, pouco observa. Espero não ser este o meu caso.rs..
Um dia eu participava de um processo seletivo que dentre 13 candidatos estava um casal. Ninguém havia percebido, até pq nao tinham o mesmo sobrenome e nao mencionaram nada durante a dinâmica, como ninguém de fato havia percebido, ao final do processo, lá estava o casal como finalista, acabei precisando comentar com o time que estava recrutando sobre isso, pois tratava-se de uma informação importante na reta final.
Outro dia cheguei em um local e vi duas pessoas conversando, e pelo semblante, gestos daquelas pessoas percebi que algo não muito bom havia acontecido naquele fim de semana. Comentei com uma terceira pessoa que estava próximo delas, pois eu poderia estar enganada, e me ela perguntou pq eu achava aquilo..enfim, batata! cinco minutos depois a pessoa com quem fiz o comentário disse: - É realmente você tem razão, aconteceu mesmo.
Esta semana na dança encontrei duas colegas que fazem aula no mesmo horário que o meu, uma mãe e uma filha que há tempos não via. Fiquei surpresa em vê-las, pois tinha achado que haviam desistido. Elas simpáticas como sempre, mas percebi que tinha algo diferente com a filha, não só por visualmente ela ter ganho uns quilinhos a mais, mas havia algo no olhar dela, estava dispersa, com um semblante diferente, as mãos entrelaçadas mas um pouco trêmulas, movimentos mais lentos. Percebi um excesso de cuidado da mãe, algo pouco atípico quando se trata de uma moça que deve ter a minha idade aproximadamente. Ontem nos encontramos novamente, e a mãe comentou comigo que a filha não estava querendo dançar e comentou que ela está em tratamento para depressão.
Esta mania, se é que posso chamar isto assim, também já me deixou em apuros também. Certo dia vieram tomar satisfação comigo em uma fila de banco por acharem que eu estava olhando fixamente para a pessoa. Em momentos de lazer com meu marido, ele diz que deixo de interagir para prestar atenção em uma cena que nada tem a ver com a minha vida. Chega a ser engraçado quando me recordo das saias justas.
Eu chego a me desconectar de onde estou para observar algo que está em minha volta. Pessoas que convivem muito comigo, já chegaram a dizer que desligo e chego a perder alguns segundos da minha vida por estar desconecta. Será que isto realmente é uma desconexão ? Confesso a vocês que vejo esta minha mania, habilidade, vício sei lá o que, como uma enorme oportunidade de sair do meu mundo e observar, sentir, de certa forma viver o mundo do outro. Ao mesmo tempo que me desconecto,  me conecto com outras vidas, pessoas, histórias, momentos. Me sinto feliz por usar meus sentidos, que Deus me deu para perceber o outro, e tudo que está em minha: nuances, gestos, semblantes, movimentos...acho que isto fez com que eu me tornasse mais sensível a muitas coisas.
São minutos, ora segundos conectada a "mundos" maiores que o "meu mundinho", que é tão pequeno perto da beleza do que está em nossa volta.
Espero perder vários segundos da minha vida assim...
Grande Beijo!
RG.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O primeiro de muitos

Finalmente..meu primeiro post

Há quase dois anos participei de um workshop de team building que mexeu muito comigo. Foram dois dias de imersão onde tive o prazer de conhecer pessoas incríveis, além de ter tido a felicidade de entrar em contato com fases da minha vida. O mais gostoso foi de lembrar quantas descobertas eu fiz ao longo dos meus 30 anos de vida (naquele momento) e o que eu havia me tornado até então.
Mas nao parou por ai...comecei a olhar para o futuro para o que ainda tinha por realizar, comecei a resgatar sonhos, coisas que me deixavam em estado "full", pra quem não sabe, em êxtase!! e  me propus a dividir melhor os papeis na minha vida, pois até então tudo que eu via era trabalho, trabalho e trabalho (que também me deixa em estado full)..uma réu confessa workholic!. Voltei a entrar em contato com um lado meu que estava totalmente adormecido.
O que isso tudo tem a ver com meu primeiro post? - Escrever me deixa em estado "full", e tem tudo a ver com meu propósito de vida. Com o tempo talvez eu fale mais sobre isso, sobre outras paixões, propósitos, valores, talentos que eu comecei a ter contato quando me propus a me auto-conhecer, porém hoje quero falar deste momento, do quão é especial poder escrever, falar de coisas que leio, escuto, sinto, aprendo, descubro. Não tenho pretensão que sejam verdades absolutas, apenas tenho uma sede ENORME em COMPARTILHAR tudo que a vida e o ser humano tem me presenteado nesta jornada.
Espero que esta seja mais uma experiência grandiosa que a vida esteja me dando. É o primeiro de muitos..

Grande beijo!
RG.